Palmeiras culpa juíza por estréia decepcionante


17h53 - 9/2/1997 Agência Folha De São José (SP) - O Palmeiras encontrou um culpado pela frustrante estréia do time no Campeonato Paulista: a juíza canadense Sonia Denoncourt. Dirigentes, comissão técnica e, principalmente, os jogadores entenderam que ela foi a principal responsável pelo fraco futebol da equipe e pelo empate de 1 a 1 com o São José, no sábado. Os atletas palmeirenses reclamaram da juíza desde o início da partida e não se conformaram com a anulação de um gol de Viola e com a expulsão do lateral Cafu. "Com seus erros, ela desestabilizou o lado emocional dos meus jogadores. Acho que a federação deveria escalar um árbitro brasileiro, que tivesse intimidade com as novas determinações", disse o técnico interino Márcio Araújo. Ele disse que a juíza não permitiu que os treinadores solicitassem a parada técnica, prevista no regulamento. "Isso não está nas regras da Fifa", justificou Denoncourt. "Não vejo motivo para escalarem uma mulher para o jogo de abertura", disse Sebastião Lapolla, diretor de futebol. "Foi uma péssima arbitragem", afirmou o meia Djalminha. A arbitragem de Denoncourt também não agradou ao São José. A equipe do interior reclamou de dois supostos pênaltis não marcados e de irregularidade no gol palmeirense. "Ela não autorizou o Djalminha a cobrar a falta", disse o goleiro Sérgio. "O Sérgio tem razão. Por convenção, ela deveria ter apitado antes do Djalminha bater", disse Gustavo Caetano Rogério, diretor da Comissão de Arbitragem. (Arnaldo Ribeiro)

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