Mascote


       O leão-símbolo nasceu de um incidente ocorrido em Belém do Pará. O presidente do clube na época, era Arnaldo Loyo, um ousado dirigente, que topou o que muitos consideraram uma aventura de doidos, pois de fato, só a longa viagem já assustava. Pois em 1919, sob a direção de Arnaldo, rubro-negro de primeira hora, 14 anos após sua fundação, o Sport realiza sua primeira excursão. Na verdade, foi uma ousadia. O time rubro-negro topou jogar contra os paraenses, lá na terra deles, um centro de futebol bem mais adiantado. E a rapaziada, conduzida pelo grande rubro-negro Hibernon Wanderley, não fez feio. Bateu no selecionado paraense (3x2), no combinado Remo/Paysandu (2x1), empatou uma partida e perdeu duas, um equilíbrio que ninguém esperava.
       Há muito que os diretores queriam um símbolo que traduzisse a ousadia e a coragem, o espírito de vencedor, que sempre caracterizou o Sport desde sua fundação. A excursão ao Pará ofereceu a oportunidade.Os paraenses estavam certos de que ganhariam um belo troféu de bronze que haviam encomendado para a disputa do Sport com o combinado Remo/Paysandu. Era um leão imponente, com a inscrição "Leão do Norte". Perderam e não quiseram entregar o bronze. Hiberon recorreu à polícia e trouxe o troféu na raça. Daí surgiu a idéia de adotar o leão como símbolo do clube, uma espécie de brasão da família rubro-negra.
       O desenhista Armando Vieira dos Santos, escolhido pelos diretores, apresentou sua criação, na trilha da Heráldica: um leão, semelhante ao usado nas armas da Escócia. O animal está na posição vertical, apoiado nas patas traseiras, segurando com uma das patas dianteiras, o monograma SCR, letras entrelaçadas. Tudo isso dentro de um coração estilizado, em fundo vermelho e preto, o leão em amarelo. A partir da adoção do escudo-símbolo, os rubro-negros passaram a ser chamados também de leoninos.